
A estudante Elisabeth Santana Alves, 19 anos, do Colégio Estadual Francisco da Conceição Menezes, localizado em Santo Antônio de Jesus, conquistou o segundo lugar na categoria Física e Sustentabilidade, na Feira Internacional de Matemática, Ciência e Engenharia (1923 IMSEF 2026), realizada em Izmir, na Turquia. O reconhecimento foi obtido com o projeto Estação de Monitoramento de Umidade do Solo (EMUS), orientado pelos professores Oziel Lopes da Silva e Regila de Souza, e após ser selecionada na Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (FENECIT) para representar o Brasil no evento internacional.
A conquista reforça os resultados dos investimentos da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) na iniciação científica e evidencia o potencial dos estudantes da rede pública. O projeto utiliza tecnologia para monitorar a umidade do solo, temperatura, umidade relativa do ar e precipitação pluviométrica, contribuindo para o uso mais eficiente dos recursos hídricos e práticas sustentáveis na agricultura.
A trajetória do EMUS começou em 2020, a partir da necessidade de automatizar a irrigação de uma horta escolar. Retomada em 2022, após a pandemia, com oficinas de Robótica, a iniciativa evoluiu ao longo dos anos, passando por sucessivas melhorias tecnológicas até chegar à versão atual. “O projeto nasceu de uma necessidade da escola e cresceu com a dedicação dos estudantes”, destacou o professor Oziel. Para ele, ver uma pesquisa iniciada em uma escola pública da Bahia alcançar reconhecimento internacional mostra a força da ciência produzida na rede estadual.
Para a estudante Elisabeth, a premiação representa uma conquista coletiva e um incentivo para outros jovens. “Esta medalha também pertence aos colegas da rede pública e mostra que é possível chegar a lugares que pareciam distantes”. Ela ressalta, ainda, que a iniciação científica amplia horizontes; desenvolve o pensamento crítico; e ensina a transformar desafios em oportunidades de aprendizagem.
A diretora da unidade escolar, Joelma de Queiroz Barbosa e Silva, destacou o impacto da pesquisa na formação estudantil. “Quando os alunos pesquisam, investigam e apresentam soluções, se tornam protagonistas do próprio aprendizado”. Já a professora Mônica Costa, que acompanhou Elisabeth na viagem, destacou a relevância da experiência internacional. “A ciência conecta pessoas, culturas e transforma vidas. Ver uma estudante da escola pública baiana ser reconhecida em um evento mundial reforça a importância de investir em educação, pesquisa e oportunidades para a juventude.”
Fonte: Ascom/SEC
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