
O Orçamento de 2026 terá um bloqueio de R$ 1,6 bilhão de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.
Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. Segundo os ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.
O relatório não traz previsão de contingenciamento , recursos bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário, resultado das contas do governo antes do pagamento da dívida pública.
Segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário neste ano está em R$ 3,5 bilhões , motivada principalmente pela alta de R$ 16,7 bilhões nas previsões com receitas de royalties em 2026, com a disparada dos preços do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit zero para este ano. Com o superávit previsto de R$ 3,5 bilhões, não é necessário contingenciar o Orçamento.
O bloqueio do R$ 1,6 bilhão será detalhado no próximo dia 31 , quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais.
Economia Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas
Economia Ocupação de pessoas 60+ sobe 53% em 10 anos; ritmo supera o dos jovens
Economia Setor de serviços cresce 1,2% em abril, primeira alta em seis meses
Economia Governo estuda devolução de celular roubado nos Correios, diz Lula
Economia Governo registra Pix como marca de alto renome no INPI
Economia "Brasil não abaixa a cabeça", diz Durigan ao defender soberania e Pix 
Mín. 17° Máx. 30°
Mín. 17° Máx. 31°
Tempo limpoMín. 19° Máx. 28°
Tempo nublado



