
O cenário dos municípios baianos frente à efetiva implantação e funcionamento do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA) e da política da Família Acolhedora foi debatido ontem, dia 18, em seminário promovido pelo Ministério Público do Estado da Bahia. A coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca), promotora de Justiça Ana Emanuela Rossi, e o gerente do projeto ‘Infância em 1º Lugar’, promotor de Justiça Millen Castro, fizeram um chamamento aos municípios e secretários de Assistência Social que lotaram o auditório do MPBA em Salvador para que fortaleçam as políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. Também participaram do evento integrantes do Poder Judiciário, União dos Municípios da Bahia, secretarias estaduais de Direitos Humanos (SJDH) e de Assistência Social (Seades) e Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social da Bahia (Coegemas).


A promotora de Justiça assinalou ainda que “a regularização do FIA e a sua utilização como estratégia de ampliação de recursos, ainda que para investimentos em projetos e planos, representa o aproveitamento de uma grande oportunidade de garantir a proteção integral de crianças e adolescentes, sendo essencial que a iniciativa seja amplamente divulgada, conclamando a participação de todos”. A importância da estruturação e do funcionamento foi
O promotor de Justiça Millen Castro abordou a necessidade de os municípios deliberarem sobre os cuidados alternativos para crianças que sejam afastadas de suas famílias naturais por violações de direitos. “Estamos reunidos para discutir ações e implementar estratégias de resolução das demandas infantojuvenis. Precisamos promover as medidas necessárias, apesar das carências dos municípios pequenos, pois a prioridade absoluta deve ser atender aos direitos de crianças e adolescentes”, disse ele, convidando todos a refletirem. Ao palestrar sobre o Família Acolhedora, pontuou que os municípios precisam dar atenção à política pública da convivência comunitária e familiar, superando desafios estruturais e culturais. Millen Castro ressaltou sobre estratégias para a implantação do acolhimento familiar, sinalizando que é primordial a manutenção da criança no seio familiar, sendo a sua inserção em outra forma de acolhimento a última opção. Também falou que é papel do Poder Público esclarecer à sociedade sobre o
Também compuseram a mesa de abertura e registraram a relevância das políticas públicas e da integração do Sistema de Garantia de Direitos, o corregedor-geral do Tribunal de Justiça, desembargador Salomão Resedá; a juíza da Infância e Juventude, Louise Diamantino Gomes; a diretora da União dos Municípios da Bahia e prefeita do município de Cachoeira, Eliana Gonzaga; o presidente do Coegemas, Tássio Castor; a superintendente de Defesa aos Direitos Humanos da SJDH, Trícia Calmon; a coordenadora estadual de Proteção Especial da Sedes, Luciana Veloso.
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