
O Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos, no bairro de Arenoso, em Salvador, sedia o I Seminário Territorial de Educação Inclusiva e Atendimento Educacional Especializado (AEE), reunindo educadores, estudantes, especialistas e comunidade em torno do fortalecimento de práticas pedagógicas mais acessíveis. Ao longo de três dias de programação, o encontro promove debates, troca de experiências e reflexões sobre o direito de aprender de todos os estudantes, incluindo aqueles com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento e altas habilidades.
A iniciativa marca um passo importante na construção de uma escola mais acolhedora e comprometida com a diversidade. Diretor da unidade, Marcos César Guimarães destaca o significado do evento para a comunidade escolar. “Este seminário representa um marco para nossa instituição e amplia o diálogo sobre a inclusão”. Ele reforça o objetivo coletivo da ação. “Queremos construir, junto com todos, uma escola verdadeiramente inclusiva”.
A programação contempla mesas de diálogo, comunicações científicas e discussões sobre temas como avaliação, saúde mental e estratégias pedagógicas. A professora Sidenise Estrelado, diretora do Centro de Apoio Pedagógico Especializado da Bahia (CAPE), ressalta o alcance da iniciativa. “É um encontro que ultrapassa os muros da escola e dialoga com toda a sociedade”. Ela também enfatiza a importância do momento. “A educação inclusiva precisa ser pensada de forma ampla, considerando políticas públicas e o processo formativo”.
Diálogo, prática e transformação
A conferência de abertura, realizada na quarta-feira (18), abordou os fundamentos e as políticas para uma inclusão efetiva, com destaque para os marcos legais e conceituais que orientam a área. O professor Neemias Fraga Cunha Araújo, vice-diretor do CAPE, pontua a relevância do debate. “O seminário amplia o diálogo entre as redes e fortalece estratégias pedagógicas para a inclusão”. Ele chama atenção para o impacto dessas ações. “Precisamos reduzir barreiras e garantir a participação dos estudantes nos espaços de aprendizagem”.
No cotidiano escolar, o envolvimento dos professores reforça o compromisso com práticas mais inclusivas. A professora Taís Macedo da Cruz, docente da unidade e responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE), avalia positivamente a mobilização. “É gratificante ver o interesse dos educadores em discutir caminhos para a aprendizagem dos estudantes em inclusão”. Ela destaca a integração entre redes. “Esse diálogo entre escolas só contribui para avanços concretos na educação”.
A participação da comunidade evidencia o alcance social do seminário. Filha de Clarice Santiago dos Santos, que dá nome à escola, a ialorixá Jussara Santiago ressalta a importância do encontro, também a partir da vivência com o neto com deficiência. “Tive a oportunidade de conhecer direitos que antes desconhecíamos”. Ela reconhece o papel da unidade. “A escola vai além do ensino e contribui com toda a comunidade”. Já a estudante Scarletty Rebouças reforça a importância da iniciativa. “A inclusão é fundamental para aprendermos a conviver e respeitar as diferenças”.
Fonte
Ascom/SEC
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