
O Programa Elas à Frente, do Governo do Estado da Bahia, foi apresentado, nesta quinta-feira (12), durante a 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70), da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. O Elas à Frente é coordenado pela Secretaria das Mulheres do Estado (SPM) e prevê a execução de políticas para as mulheres em todas as secretarias e esferas estaduais, como Saúde; Educação; Assistência Social; Direitos Humanos; e Trabalho, Emprego, Renda e Esporte.
A apresentação ocorreu durante o Fórum Global-Regional sobre Justiça dos Cuidados: Políticas territoriais para o acesso à justiça de mulheres e meninas. A atividade foi organizada pela Câmara Temática de Mulheres, do Consórcio Nordeste, representado pela Secretaria das Mulheres e da Diversidade Humana do Estado da Paraíba, em colaboração com a Global HER – Instituto de Impacto e Cuidados para a América Latina e o Caribe.
A coordenadora-executiva de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria das Mulheres do Estado da Bahia (SPM), Lourivania Soares, que representa a secretária das Mulheres da Bahia, Neusa Cadore, na agenda, destacou a importância do Elas à Frente, por possibilitar a convergência de diversos programas e projetos do Estado da Bahia com a Política de Cuidados.
“A Bahia tem dimensões continentais, é quase do tamanho da França e tem uma diversidade social, ambiental e cultural muito grande, o que faz a gestão governamental ser pensada e executada a partir dos 27 Territórios de Identidade. O Programa Elas à Frente está no Plano Plurianual (PPA 2024-2027), o que enfatiza o compromisso e a priorização do Governo da Bahia com as políticas públicas para as mulheres. Neste contexto, a implantação de uma Política Estadual de Cuidados já vem sendo pensada e ações concretas já são realizadas nesse sentido, como por exemplo do Projeto Cuidar de Quem Cuida, que promove diversos serviços gratuitos de cuidado e bem-estar para as catadoras de materiais recicláveis, cordeiras e ambulantes que trabalham no Carnaval e em diversos eventos, como feira de empreendedoras, pelo interior da Bahia”, explicou.
Lourivânia Soares reforçou, ainda, que esta é uma pauta urgente, pois visibiliza o trabalho de mulheres que sustentam a vida cotidiana, muitas vezes sem reconhecimento e sem proteção social, como é o caso da maioria das mulheres negras, principais responsáveis por cuidados remunerados e não-remunerados no Brasil.
A programação do Fórum apontou evidências, diagnósticos e outras experiências concretas sobre como o direito ao cuidado e a construção de Sistemas Integrais/Integrados de Cuidados podem enfrentar barreiras estruturais que limitam o acesso efetivo à justiça para mulheres e meninas, destacando caminhos de governança territorial e cooperação subnacional orientados à implementação e à replicabilidade.
Fonte
Ascom/SPM
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